terça-feira, 6 de abril de 2010

Mandalas de George Peixoto

Tudo começa no centro, que gera um fluxo de expansão querendo irradiar as formas e quando o olhar finalmente encontra a borda, ela joga para o centro novamente. Nesse jogo de vai e vem algumas mandalas têm o centro deslocado em um desenho espiral, outras são quadradas e octogonais, mas a maioria é circular e centralizada.


São 25 obras que compõem a exposição Circulacor-Mandalas de George Peixoto, que após ter circulado por Camboriú em 2009 e na Galeria Meyer filho da Assembleia Legislativa em fevereiro de 2010, até meados de abril poderá ser visitada no restaurante Fratelanza Italiana - Escadaria do Rosário, na Rua Trajano, 342, no centro. Horário: 11h30 às 14h30 e das 18h às 22h, de segunda a sexta feira.

George Peixoto, manezinho da Ilha nascido no centro de Florianópolis, dentre outras funções que exerceu nos seus mais de 40 anos de serviço, esteve a frente da Propague como diretor de criação e de arte. O cargo não o possibilitava continuar com a pintura à qual retomou em 2005. “Minha primeira grande exposição solo foi a Peixodelic, no MASC, com 36 quadros”, conta Peixoto em entrevista ao Floripa Cultura.

Durante a mostra, curiosamente foi abordado por diversas pessoas que o questionaram sobre o desenvolvimento de mandalas. Tema nunca antes cogitado pelo artista passou a ser alvo de estudo, em 2008. Logo percebeu que “tudo que era redondo era mandala, o mundo, o relógio, a taba de índio”, relata.

Segundo Peixoto, nas primeiras obras fica mais evidente o uso de perspectiva e geometria, o que as deixa parecidas com as rosáceas das catedrais antigas. Com o desenvolvimento do tema as mandalas foram aos poucos se tornando mais fluidas, com traços mais despojados, chegando a brincar com princípios açorianos como a renda de bilros.


Uma marca da identidade de Peixoto é o padrão de detalhamento no traço, que segundo ele é resultado do longo trabalho com a propaganda. Os desenhos milimetricamente pensados para essa exposição são todos feitos a mão e demandaram cerca de cinco dias de dedicação para cada obra. Peixoto explica que primeiro o desenho é todo feito em preto e branco, para depois ganhar cores. Ele usa papel fabriano artístico, confeccionado com fibra de algodão promovendo uma boa absorção da tinta epoline, que é holandesa e como a tinta gráfica tem como base o amarelo, o azul, o magenta e o preto.

A Propague, agência de propaganda a qual peixoto dedicou mais de 40 anos, produziu uma série de videos-documentários que mostram com muita sensibilidade quem é esse artista. Vale apena assistir e conhecer um pouco mais sobre George peixoto.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Artista: George Peixoto
Arte: Circulacor - Mandalas de George Peixoto
Contatos: ga.peixoto@hotmail.com
48 9627.9988  ou  3222.1416

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