O Centro Histórico de Florianópolis é retratado pelo Mercado Público, Alfândega, Catedral Metropolitana, Praça XV, Teatro Álvaro de Carvalho, Palácio Cruz e Souza e muitos outros cliques, sob o olhar da fotógrafa Luciene Kumm.
Os leves pingos de chuva só realçaram as cores que tomaram conta do centro de Florianópolis na tarde do dia 25 de novembro. Palhaços do Brasil, Chile, Argentina, EUA, Suíça, França, e outros lugares do mundo, desfilaram em palhaceata para divulgar o oitavo encontro Internacional de Palhaços, Anjos do Picadeiro, que vai até o próximo dia 29.
Valdir Agostinho e Vanderléia Will representaram alegremente os artistas de Floripa. Uma bernunça de uns quatro metros de comprimento e feita completamente de material descartável abriu a passeata, que partiu da Praça Pereira Oliveira, ao lado do TAC, deu a volta na Praça XV de Novembro, seguiu pela rua Tenente Silveira e deceu pela Deodoro até o Largo da Alfândega. A reunião continuou com muito humor e apresentações que contaram com o cenário histórico da Alfândega e do Mercado Público de Florianópolis.
O público não resistiu a tanta palhaçada e acompanhou o desfile, que parou o trânsito por alguns minutos.
A programação completa de espetáculos, oficinas e mesas de debate você acompanha no site Anjos do Picadeiro. O Floripa Cultura que esteve lá acompanhando tudo de perto e mostra um pouco dessa festa.
Para Mara Freire, fotografar é uma forma pessoal de apreender o mundo, sendo a fotografia uma dupla reflexão: da imagem vista e do pensamento que a re estrutura. “Nada existe visualmente se não for à luz, que bate nas coisas e reflete para a objetiva ou para a retina dos olhos. Então você tem a reflexão do mundo, que você ainda pode olhar e pensar”. Filosofa olhando um negativo antigo de vidro e se perguntando: Quem é esse homem no negativo? Quem é esse homem? Quem dispensou essa foto?
Assim é Mara Freire, uma fotografa que faz da imagem sua filosofia, onde cada recorte do mundo pode ser discutido e conceitualizado. Ou, simplesmente, apreciado.
No começo da sua carreira, queria aprender um pouco de cada fotógrafo, ainda não tinha um estilo definido. Percebeu que fotografia de natureza, seu primeiro curso, não era o que queria. “Quando foi fotografar o Pantanal, procurava o caboclo, o pantaneiro, o sertanejo e seu violão”. Em Porto Alegre, era a urbanidade que lhe interessava. O pôr-do-sol do Guaíba estava sempre ali, mas ela queria ver pessoas nessa paisagem. “Vi que gente era feita para fotografar, todo o resto era igual, como um objeto na foto”, explica.
E foi a partir desses princípios que surgiu a idéia de fazer um Dicionário Visual, onde a história fosse registrada através da seqüência alfabética. Neste momento parou para pensar em que lugar no planeta ela poderia construir este projeto. De férias em Florianópolis, Mara conta que era um dia em que soprava o Sul, vento de extremos, frio idem. Lá no Pântano do Sul, no bar do Arantes, conheceu alguns pescadores, conversaram e beberam umas cachaças, mas não tinha acontecido o momento.
Depois de algum tempo, andando pela praia do Campeche foi que seu coração bateu forte: “vi uns homens consertando as redes, a contra luz que me chamou atenção”, descreve Mara, que começou a humanizar o trabalho conhecendo o mestre Getúlio, patrão da embarcação. Um pescador que percebeu que a pesca artesanal estava acabando, porque só os mais velhos conheciam as técnicas. E foi depois dessa conversa que a decisão foi tomada, “é aqui que meu projeto vai acontecer”.
Foram alguns outonos, dunas, lanços, fotografando para formar a pesca da tainha de A a Z. A letra mais difícil foi o X, mas ela conseguiu tirar de letra dentro de um mercado público quando descobriu um peixe chamado Xaréu. Floripa Cultura esteve lá com a Mara e conseguiu parte do dicionário para vocês conhecerem.
Vejam um pouco do Dicionário Visual de Mara Freire.
Artista: Mara Freire
Arte: Fotografia
Contatos: marafreire32@gmail.com.br
fotomotriz.blogspot.com
Quem não conseguiu comparecer ao lançamento do livro, “No tempo da sessão das moças” do jornalista Ricardo Leandro de Medeiros no dia 14 de outubro, pode saber um pouco mais sobre o autor, que em entrevista ao Floripa Cultura falou de sua carreira e da produção do sétimo livro lançado.
Ricardo conta que a pesquisa iniciou em 1996, para a especialização que fez na Unisul de Tubarão e que em 1998 se transformou no livro, “Dramas no Rádio: a radionovela em Florianópolis durante a década de 50 e 60”. Desde essa época ele pesquisa Floripa e para a concepção do sétimo livro aproveitou também o material levantado para a tese de doutorado, que tinha como tema a memória da recepção da população na época dos anos 60. “Para falar de radio novela eu queria saber também o que as pessoas faziam, já que era entretenimento, e descobri uma série de coisas”, fala o jornalista.
O processo de organização do material, as novas entrevistas e o lançamento levou cerca de seis meses. Relata que esse foi o livro de maior repercussão na sua trajetória de escritor e faz um link do fato com a carência na documentação da memória da cidade. Segundo ele é um material simples que descreve um pouco o cotidiano dos anos 60, mas que causa emoção em quem viveu a época.
Desde cedo desenvolveu uma linguagem textual acessível, pois segundo ele “quando você se destina a escrever uma história o outro deve compreendê-la”, e faz uma crítica às pessoas que acham chique ler e não entender. Na juventude se inquietava por não entender os livros escritos de uma forma mais hermética.
Você pode ver o vídeo do lançamento aqui:
Artista: Ricardo Leandro de Medeiros
Arte: Literatura
Contatos: ricardo.leantrodemedeiros@gmail.com
Jorge Coelho é um artista multimídia e convida a todos para o lançamento do seu primeiro livro. O músico e compositor trilha novos caminhos na arte da comunicação através da literatura e se quiser conhecer mais sobre o artista veja os links abaixo:
Cultura e Cidadania é uma série na qual o Floripa Cultura vai apresentar os diversos trabalhos sociais em andamento em Florianópolis, que levam até as comunidades a oportunidade do contato com a música, o teatro, a arte, a dança e outras áreas da cultura. São beneficiados com os projetos desde crianças na idade da pré-escola até idosos, orientados por pessoas que dispõem de um saber, seja ele empírico ou não, dispostas a repassar estes conhecimentos.
Em entrevista ao Floripa Cultura, Waleska conta que as oficinas ocorrem em vários locais da cidade, são todas gratuitas e qualquer pessoa pode participar. O principal objetivo é o uso da arte e da cultura como linguagem a ser mantida num processo contínuo de estímulo cultural.
Todo início de ano a Fundação lança um edital para selecionar as oficinas que serão contempladas com a verba necessária para o pagamento dos oficineiros e compra de material. Em março de 2009, dos 113 projetos inscritos somente 45 foram aceitos. A intenção pra 2010 é dobrar este número, pois a demanda nas comunidades é grande. Waleska, que é arte-educadora, acompanha de perto a qualidade dos profissionais verificando a linguagem e a metodologia utilizadas por eles, além da execução da oficina de acordo com o planejamento apresentado.
O marco inicial da cidade, a Praça XV de Novembro, localiza-se em frente à Catedral Metropolitana de Florianópolis e hoje proporciona um ambiente público que revela diferentes modos da população se relacionar com o espaço urbano. Um espaço de encontro, passagem, turismo e comércio que compõe a paisagem e a história da Ilha de Santa Catarina.
O Floripa Cultura acompanhou no centro de Floripa o Encontro de Bois de Norte a Sul do Brasil. Quem não pôde estar lá, pode ver um pouco do desfile dos bois pela cidade, que encantou turistas e moradores. Foi só a banda começar a tocar as cantigas que a multidão foi se agrupando.
Nestes cinco dias de música, dança, artesanato, gastronomia e debate, além das apresentações de bois-de-mamão de Floripa, Indaial e Nova Trento de Santa Catarina, estiveram presentes no evento representantes de São Luiz, MA, João Pessoa, PB, Fortaleza, CE, Ilha de Marajó, PA e Manaus, AM.
O artesanato também foi atração para quem participou. Crivo, arte com palha de milho, palha de bananeira, folha de coqueiro, esculturas com jornal, renda de bilro, tear de pedal e muito mais.
Em breve o floripa Cultura vai compartilhar um pouco da história desses artistas.
A Casa de criação de Vera Sabino, comemorando 40 anos de arte, esteve em exposição até o mês passado. Floripa Cultura foi lá para conferir. Se você não pode ir, poderá conhecer o trabalho através de nossas fotos, que estão aqui ou no flickr
Antônio Reinaldo Borges acompanha o vai e vem de pessoas no calçadão da Felipe Schmidt há mais de 20 anos. Posicionado próximo ao antigo Senadinho Café Ponto Chic acha que o melhor lugar para desenhar e mostrar o trabalho é na rua. Inspirado na música Bailes da Vida, de Milton Nascimento, Borges se identifica com o trecho que diz: “todo artista tem de ir aonde o povo está”, e é na rua que tira o rendimento do qual sustenta a família de quatro filhos.
O retrato a grafite é o carro forte do trabalho do artista plástico natural de Urubici, cidade serrana, e morador de Biguaçu, na Grande Florianópolis. Em apenas 30 minutos faz um retrato ao vivo e em duas horas reproduz em grafite as encomendas feitas por meio de fotografias. Também vem se adaptando as facilidades da Internet através da qual uma portuguesa o contatou e enviou algumas fotos, Borges as desenhava e enviava a ela pelo correio. “É uma porta para o mundo”, fala o desenhista. Com formação em contabilidade teve sua carteira de trabalho assinada pela última vez em 1983, quando tinha 21 anos. Desde então vive exclusivamente da arte.
O autodidata que aprendeu as técnicas de desenhos lendo livros e observando outros artistas pretende em 2010 viajar para a Europa, começando por Paris. Quer conhecer os museus e as obras de arte e pagar a viagem fazendo trabalhos de desenho nas ruas. Não tem tempo máximo de permanência diz ele, “posso ficar de um mês a um ano, tudo depende de como as coisas vão transcorrer por lá”.
Nesses tantos anos de trabalho, em Floripa e outras localidades do Brasil, Borges já viveu muitas histórias e conta que certa vez em Curitiba chegou na cidade numa noite que chovia muito. Pediu informação sobre lugares baratos para se hospedar e acabou parando em um hotel não tão barato assim para o padrão dele na época. Diz que ficou lá mesmo, pois era tarde. Logo contabilizou quantos retratos teria que fazer para pagar a diária. As pessoas rapidamente se interessaram em saber o que ele fazia e acabou ficando 21 dias por conta dos retratos que desenhou para os hóspedes.
Veja abaixo o trabalho do artista:
Artista: Antônio Reinaldo Borges
Arte: Retratos em grafite
Contatos: borgesartesplasticas@yahoo.com.br
48 3243.3802 ou 9972.3518
A saudade da terra natal foi o que motivou as composições de Duca Andrade. "Estava fazendo doutorado na Florida e num sábado de carnaval os amigos ligaram do centro da cidade deixando o batuque falar. A saudade apertava e as letras e as músicas saiam”, conta ele.
A idéia de fazer o CD surgiu de uma conversa com Duda Machado, que indicou a ajuda de Silvia Beraldo. “Já conhecia Silvia da época que tocava bateria na Escola de Música Compasso Aberto”, explica Andrade. Ela produziu o CD juntamente com Wslley Risso. A única exigência do artista foi que todos os músicos fossem de Floripa.
Hoje professor da Universidade de Berkeley, na Califórnia, não vê a hora de voltar a morar no Brasil.
Escute aqui Brava Joaquina de sua autoria.
Letra da música
Brava Joaquina
Duca Andrade (letra e música)
Não fique Brava Joaquina
Não absorva tanta dor
Talvez uma outra me fascine
Mas foste sempre o grande amor
Não fique Brava Joaquina
Tente entender a situação
Eu sou apenas um Santinho
Que às vezes curte uma Armação
Pois quando passo no caminho
Paro para ver a Conceição
O samba aqui
Nasce no Morro das Pedras
E na água cai
Um Sambaqui pede socorro
Ao tempo que o pega e vai
Ajoelhado aos pés da cruz
Eu já pensei em matrimônio
Abençoado por Jesus
E o casamenteiro Santo Antônio
Não fique Brava Joaquina
Por que tanto preconceito
Talvez até eu pouco valha
Comparado à pedra (Careca)
Que trazes no peito
Mas sempre jurei que te amava
Não faça dos olhos Cachoeria do Bom Jesus
O minha Brava das mais de 40 és a primeira
Do Bom Jesus
O Joaquina das mais de quarenta és a primeira
Do Bom Jesus
Brava Joaquina das mais de quarenta és a primeira
Orocongo é um instrumento africano de natureza artesanal, confeccionado com um porongo, um braço de madeira e uma corda esticada Cada orocongo é único, pois tem uma afinação distinta devido à forma de fabricação.
O cineasta Iur Gomez levou uma década para perceber a importância cultural do instrumento, cruzando nas ruas de Floripa com aquela figura tão particular, conhecida por Gentil do Orocongo, tirando sons daquela única corda. Viu aquele homenzinho tocando na Felipe Schmidt e em 2007 decidiu fazer o documentário.
O curta, que tem roteiro e direção de Iur Gómez, direção e direção musical de Osvaldo Pomar, produção executiva de Maria Emilia Azevedo, direção de produção de Lina Lavoratti, direção de fotografia de Edson Fattori, segunda câmera de Chico Caprário, técnico de som: Bob Barbosa e participação de Daniel da Luz e Jaguarito, está entrando em fase de edição e será lançado no primeiro semestre de 2010. O projeto aprovado em edital no Prêmio Cinemateca Catarinense em 2008 e recebeu 40 mil reais em recursos para a produção do vídeo de curta-metragem.
Iur optou pela confecção do orocongo como linha narrativa, mas só na edição vai saber se a narração vai acontecer, de forma linear, com elipses de tempo ou recursos fotográficos. Revela ainda que a preocupação com a dinâmica do documentário está sempre presente e classifica a produção como, “uma produção quase musical”.
Nele todos os sons são trilhas sonoras, o cachorro latindo, o galo cantando, a buzina e o telefone tocando associados à linguagem mais espontânea do diálogo. Encara o documentário como uma tese e acha fácil de trabalhar com a produção, “difícil é estabelecer uma linguagem coerente o tempo todo na edição”, explica.
O cineasta veio para Floripa em 1994 quando iniciou no cinema. Antes fazia teatro e foi convidado a participar do filme Alva Paixão, da Maria Emília Oliveira. “Quando entrei no set de filmagens não saí mais”, fala Iur.
Antes mesmo de finalizar o curta, Seu Gentil do Orocongo e o Orocongo, Iur já está escrevendo o roteiro de um longa metragem de ficção, sobre um amor platônico, para o qual pretende captar recursos por meio de edital.
A poeta Sueli Bittencourt, aos 89 anos de idade, não tem mais receio de ser repreendida pela paródia que fez ao Hino Nacional. Para quem está so começando a vida e acha que não vale a pena tentar mudar a realidade do país, ela é um exemplo e um estímulo. Floripa Cultura esteve lá entrevistando a poeta e produziu este video para você.
PARÓDIA DO HINO NACIONAL
(será melhor ler cantando)
JÁ VIRAM O QUE FAZEM EM NOSSA PÁTRIA?
TÃO BELA, GRANDIOSA, EXUBERANTE,
PODENDO TER NO MUNDO GLÓRIA MÁXIMA,
É MUITO HUMILHADA A CADA INSTANTE!
SE O PUDOR DE AUTORIDADES
DESSE EXEMPLOS BONS DE SUL A NORTE,
DE JUSTIÇA E HUMANIDADE,
SEM BRUTAL GANÂNCIA, MÁ E TORPE ...
OH PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
JÁ SE SABE,
SERIAS UM BRASIL GRANDIOSO E LÍMPIDO,
DE UM POVO FORTE QUE TE ENGRANDECE,
QUE BRADA, LUTA, VIBRA, EM GRANDE ÍMPETO
DE TER A PÁTRIA NO AUGE QUE MERECE!
MISÉRIA, IGNORÂNCIA, MALVADEZA,
BEM LONGE, MUITO LONGE, É IDEAL NOSSO!
TOTAL SERIA ENTÃO TUA GRANDEZA ...
OH PÁTRIA AMADA,
ÉS TÃO GENTIL,
CHEIA DE ENCANTOS,
VENERADA ...
QUEREMOS VER-TE LIBERTADA DE ARDIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL !
TEU POVO EM GRANDE PARTE EM VILIPÊNDIO...
ENQUANTO LÁ DO ALTO É ORIUNDO
O GRANDE CRIME, IMPUNE E GENÉRICO,
LANÇANDO NOSSA PÁTRIA EM CAOS PROFUNDO...
SEM SANARMOS TAL “FERIDA”
CRESCIMENTO NÃO TEREMOS, SÓ TORPORES!
NOSSOS CAMPOS PERDEM A VIDA ...
NOSSA VIDA, NO TEU SEIO, TEME HORRORES!
(segue)
OH PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
NÃO MERECES
QUE VIS E CRUÉIS HOMENS, DE MÁ ÍNDOLE,
HUMILHEM TEU PRESENTE E TEU PASSADO,
IMPEDINDO O FUTURO EXPLENDOROSO
QUE TEU POVO CLAMA, ESPERANÇADO!
PAZ, JUSTIÇA E AMOR PENETREM FORTE
EM UM PAÍS TÃO BELO E DE LABUTA ...
DE GRANDES FEITOS, CIÊNCIA E MUITA ARTE!
OH TERRA AMADA,
BELESAS MIL
TENS TU, BRASIL!
BEM ESPALHADAS...
QUEREMOS SEMPRE NO PODER HOMENS DE BRIO!
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!
Veja também a mensagem de paz que a escritora nos deixa.
Se a paz é a gente que faz,
vamos juntos construir a paz.
Unidos, tornaremos realidade
o maior ideal da humanidade!
Primeiro limpemos o terreno,
deixando-o sem qualquer veneno.
Fora ódios, ganância, atrocidades,
fora injustiças, violência, maldades.
E estando bem limpo o terreno,
livre de todo o veneno,
plantemos com grande fervor
um forte alicerce feito de amor.
Com tijolos de perdão e fraternidade,
de amor,consciência e solidariedade,
logo teremos construído a paz,
pois a paz é mesmo a gente que faz!...
A companhia Pé-de-vento Teatro comunica através da representação a necessidade do resgate da tradição açoriana em Florianópolis e valorização da identidade cultural. Em entrevista ao Floripa Cultura a atriz Wanderléia Will falou um pouco sobre o trabalho e pesquisa feitos para a composição da personagem Dona Bilica que tem 10 anos de existência e continua encantando a plateia.
5 de novembro de 2009
Artista: Wanderléia Will
Arte: Atriz
Contatos: www.pedeventoteatro.com
contato@pedeventoteatro.com
fones: (48) 3028.3351 ou 9971.8527
"O artista plástico nasceu em Floripa e aqui teve a realização profissional", revela Luciano Martins. Um gaucho que tem orgulho de ser denominado artista catarinense.
O lado estético, das cores e das formas esteve presente, nos quase 20 anos de trabalho com publicidade. A formação no desenho transparece nas formas figurativas de suas obras, nas quais sempre há representado um personagem. Uma marca estilística construída nos últimos dez anos, quando já morava em Florianópolis.
Picasso, Van Gogh e os filhos são as principais fontes de inspiração de Luciano Martins que começou a pintar em 2000, quando a 1ª filha nasceu. “Minha obra não é infantil. Busco a riqueza e o descomprometimento que a criança tem, através das cores e formas despojadas para representar esse universo lúdico”, esclarece o artista fazendo referência a criticas anteriores.
A Guernica de Luciano Matrins
Dentre as obras produzidas por Luciano Martins, a releitura que fez da Guernica é o quadro que ele não pensa em vender, ainda. A paixão pelas obras de Picasso o levou ao Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid. A ansiedade em conhecer pessoalmente as obras do artista logo esfriou. No único dia que ficaria na cidade os museus estavam fechados, devido ao feriado de 1º de maio. “Não pude apreciar o quadro que tanto vi nos livros e fez parte da minha história como artista plástico”, conta Luciano. Em 2007 retornou à Madrid e lá mesmo desenhou todos os personagens que compunham a Guernica de Picasso. “Queria pintá-lo, mas achava que era muita ousadia”, revela. Seis meses depois fez o maior quadro de seu acervo.
A Guernica de Luciano Martins já foi exposta em Porto Alegre e Florianópolis e nestas ocasiões teve todos os desenhos e esboços vendidos. A homenagem ao tão admirado artista foi mal interpretada por um catalão. Ele enviou um e-mail para Luciano dizendo que não se podia brincar com o tema, que simboliza um massacre acontecido na cidade e até hoje as pessoas sofrem com isso. “Acostumado com a boa receptividade do público isso foi uma prova”, declara Luciano. Após diversos e-mails explicativos tornou-se amigo do catalão que entendeu que a obra de Picasso é um registro histórico que pertence à humanidade.
O ateliê do artista pode ser visitado no Art Shop Center, na Lagoa da Conceição.
1 de novembro de 2009
Artista: Luciano Martins
Arte: Pintura em tela e desenho
Contatos: www.lucianomartins.com.br
fones: 48 3233.1775 ou 9981.9033
Luciene Kumm e Simone Nunes Verzola, jornalistas com a proposta de aglutinar em um só espaço informações sobre produção e desenvolvimento na área artística e cultural de Florianópolis. Elaborar matérias focadas nos talentos da artes plásticas, da arte popular, da literatura, da música, do teatro, do cinema e da fotografia é o que pretendemos, ao disponibilizar o conteúdo como forma de referencial, e destacar os encantos de Floripa mostrando que a cidade não só tem praias bonitas, como também é produtora de cultura.
Contatos
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