quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Poesia, expressão da artista

A expressão do mundo de Francine Canto passa pelas lentes de sua máquina fotográfica e pelas palavras escritas com sutileza nos poemas que cria. O livro Arquitetura da Luz é composto por 24 poemas, nele cada hora do dia recebe uma homenagem pela inspiração proporcionada à artista. Borboletas e Flores faz parte do livro, representando um momento do dia.



Francine adianta que "Fábula inacabada de um amor sem fim" é um livro de poemas que vem se construindo pelos relacionamentos da artista e não tem ainda data de lançamento. Por enquanto acompanhe a poesia Rendeira, na voz da artista.



28 de outubro de 2009

Artista: Francine Canto
Arte: Poesia
Contatos: www.francinecanto.com
contato@francinecanto.com
Leia mais

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Emoção no ritmo de Jorge Coelho

Jorge Coelho conta que teve “uma infância muito gostosa”. Era com a avó que ele ficava enquanto a mãe trabalhava. Ela ensinava de tudo para ele, inclusive cozinhar. Foi neste período que descobriu que, a avó que era mulher de verdade e carrega este ícone até hoje na memória.

Lembra que um dia chegou para o avô e perguntou se ele alguma vez escrevera um poema para a mulher. Como a resposta foi negativa, ficou na incumbência de fazê-lo. E foi para ela que compôs a música Paixão Açoriana. Quem escuta jamais imagina que há nela uma relação de neto com a avó, mais sim uma relação de amor enamorado.

Assista o video produzido por Floripa Cultura do músico falando um pouco sobre a história da música Paixão Açoriana:



Escute a música aqui:



27 de outubro de 2009
Leia mais

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Curtas mantém memória cultural





















“Estamos sendo engolidos por diversas outras culturas, antigos costumes de Florianópolis estão morrendo”, desabafa Ademir Damasco.

Com o sonho de mostrar costumes e tradições da Ilha que podiam ser vistas e vividas com intensidade, até a década de 90, o fotógrafo e cineasta Ademir Damasco pôs em prática um desejo antigo: dar movimento às imagens que imortalizava em fotografias.

Em 2005 iniciou a produção do seu primeiro filme, “Seu Chico, e o presente”, que significou para ele um grande experimento na arte do cinema. Colocar em prática as diversas teorias aprendidas em cursos, para dar vida ao sonho de documentar histórias que não são mais contadas, foi só o empurrão que precisava. Depois escreveu, diriguiu e produziu, "Pesca da Tainha", “Farinhada”, “Meninos do Engenho” e “ Em busca da purificação”.

26 de outubro de 2009

Artista: Ademir Damasco
Arte: Cinema
Contatos: ademirdamasco@gmail.com
ademirdamasco.blogspot.com
Leia mais

domingo, 25 de outubro de 2009

Músico de Floripa lança livro de crônicas

"Somos assim, meio gente, meio bernunça. Ora o mundo nos engole, ora engolimos o mundo". Explica Jorge Coelho que no segundo semestre de 2009 lançará o livro Triângulo das Bernuncias. São quase 50 crônicas em que o músico, instrumentista e compositor, de maneira muito bem humorada, conta as lembranças que tem da vida.

“Procurei escrever contos que buscam a realidade dos anos 60 até os dias de hoje”, revela Coelho. O livro já está na editora Sipriano e deve ser lançado até o fim deste ano.

Logo o autor divulgará o evento que sem dúvida será noticiado no Floripa Cultura.

25 de outubro de 2009

Autor: Jorge Coelho
Obra: Triângulo das Bernuncias
Contato: Jorgecoelho.ilha@bol.com.br
(48) 32243663 ou 99610552
Leia mais

sábado, 24 de outubro de 2009

Lixo vira briquedos e objetos de decoração



Quando se quer fazer arte não importa o material que se usa, só a criatividade e a vontade. Alda Cardoso há dois anos se dedica ao trabalho com a reciclagem. Um curso ministrado na UFSC, capacitou-a a ensinar a técnica e hoje prefere usar seu tempo ensinando em escolas, centros comunitários e grupos de idosos.

"As pessoas não têm noção de quanta coisa que iria para o lixo pode ser reciclada e transformada em peças belíssimas".


É isso que Alda Cardoso ensina em seus cursos, arte e consciência.
As peças de decoração, brinquedos infantis, bolsas, porta talheres e muitas outras coisas que produz com material reciclado, também estão à venda no seu ateliê.

Veja mais fotos no álbum Arte Popular no flickr do Floripa Cultura.


24 de outubro de 2009

Artista: Alda Cardoso Aguiar
Arte: Criando com material de reciclagem
Formação: Técnica em contabilidade
Contatos: alda.cardoso@yahoo.com.br
(48) 3209.9362 ou 91026992
Leia mais

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Retratos da diversidade cultural de Floripa



O fotógrafo italiano Anthony Caronia, acostumado em lugares pequenos e com muita natureza, chegou em Floripa com a família, há dois anos, para ficar. Tinha o objetivo de procurar situações que valeriam documentar e acabou surpreendido pela diversidade étnica cultural que encontrou aqui. É isso que Anthony quer representar no livro Mosaicos da Ilha.

“É um mosaico de pessoas, todos têm o direito de ser reconhecidos”, afirma o fotógrafo que retrata personagens de Norte a Sul de Florianópolis. São advogados, manezinhos, pintores, entregadores de pão, budistas, padres e garis representando essa diversidade.

Em cada encontro que dura de 30 minutos a três horas, dependendo da receptividade de cada pessoa, Anthony faz de 50 a 100 fotos. “Difícil é escolher uma foto só que represente o conteúdo dessas pessoas, cada pessoa é um mundo”, explica. Para isso conta com a ajuda da produtora Bia Boleman, também responsável pela seleção de cerca de dez cronistas, dentre eles Mário Prata, que participarão da produção textual. A fixação da data do lançamento que deverá acontecer em 2010 ainda depende do patrocínio de empresas, que estão sendo contatadas.

Ele vive da foto e tem os livros como projetos do coração, mas revela que para mantê-los busca um caminho mais comercial, para isso faz books, fotos de moda, fotos para revistas de arquitetura, dentre outros.

Na Itália, em 1993, lançou Costeira Amalfitana. Em Cuba, Playa del Alma. No México, História y Retratos de Playa Del Carmen, um livro de retratos semelhante ao Mosaicos da Ilha, mas que utilizava ainda a velha escola, com negativos e revelação com químicos. As fotos eram em PB, produzidas em estúdio e os pequenos textos revelavam quem eram as pessoas retratadas. No projeto atual os textos respondem à questão: Por que a Ilha? Segundo Anthony, não importa se são brasileiros, estrangeiros ou naturais de Floripa. Ele quer saber porque escolheram a ilha para morar e o que gostam daqui.

23 de outubro de 2009

Artista: Anthony Caronia
Arte: Fotografia
Contatos: www.anthonycaronia.com (em construção)
xambalove@gmail.com
info@anthonycaronia.com
48. 9984.3571 ou 48. 3207.3571
Leia mais

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Intervenção no espaço público de Floripa

Este post faz parte da série Florpa faz cultura nas ruas.
Leia também:
Ateliê de arte no calçadão de Floripa
Ivo Silva: a pintura sem limites 
Retratos ao ar livre no centro de Floripa 
Intervenção no epaço público de Floripa

“A arte nos conduz à imensidão de multiplicidade de formas que a cultura tem na maneira de se expressar”, Lis Vasconcellos.

Os postes da Lagoa da Conceição viraram postais, através da lente da fotógrafa Francine Canto. A ideia da artista Lis Vasconcellos é embelezar o espaço público de Floripa com mosaicos, incluindo comunidades da ilha na produção e interagindo com os pedestres. Quando o trabalho chega à etapa de fixação nos postes, a artista aborda os curiosos de passagem com perguntas, de acordo com o tema do mosaico. “Você sabe o que é este símbolo? Você conhece a arte rupestre da Ilha?" Segundo ela, a curiosidade move as pessoas ao novo, ao desconhecido, ao inusitado.

A arte pública, democrática e acessível a qualquer pessoa impulsiona a artista a melhorar a cidade, sensibilizando quem passa para a necessidade de limpeza, num trabalho de regeneração urbana e humana com foco na beleza, na paz e na mudança. “O objetivo do projeto é que todos os lugares por onde a gente passa possam ser olhados com essa inclusão de arte e inclusão social”, explica Lis.

Comerciantes e moradores da Lagoa da Conceição participam do processo adotando os postes em frente aos seus estabelecimentos, que são embelezados com o mosaico. Lis explica que para o mosaico comunitário, executado em oficinas gratuitas com as comunidades, é cobrado a metade do valor e o dinheiro é usado para a compra dos materiais e o pagamento das pessoas envolvidas, a fim de manter essa ação. Cada etapa do processo é orientada e acompanhada de perto pela artista e quem participa tem uma oportunidade profissionalizante. Quando o valor não é suficiente para o pagamento dos ajudantes, Lis transforma o trabalho em aula e os participantes trocam a remuneração pelo aprendizado.

As oficinas de mosaico podem ser acompanhadas todos os sábados das 10h às 12h, por apenas 50 reais por pessoa, ou gratuitamente nas organizações comunitárias. Com três horas de trabalho interno e mais três de externo, as oficinas são montadas com a participação de arquitetos e outros artistas e as vivências são registradas fornecendo todas as informações necessárias para os alunos terem autonomia para produzir.

É pra consolidar essa relação do homem com o lugar aonde ele vive que Lis segue divulgando ideias e estabelecendo formas das pessoas cooperarem.
Lis tem se dedicado também à formação de monitores em escolas, para difundir a arte do mosaico e levar adiante a ideia por meio da educação.

23 de outubro de 2009

Artista: Maria Lis Vasconcellos
Arte: Mosaico
Contato: lis.onda@gmail.com
lisonda.multiply.com
local das oficinas: Rua João Antônio da Silveira,623, Lagoa da Conceição, (48) 8412.5046
Leia mais

Jorge Coelho compõe por paixão pela arte

“Não consigo compor sobre coisas obvias”, confessa o músico Jorge Coelho em entrevista ao Floripa Cultura quando contou um pouco sobre a produção de suas músicas.

Utilizando sempre muita pesquisa e sutileza nas composições que faz, o músico conseguiu encantar o governo dos Açores, que lhe convidou para ficar um período nas ilhas e compor sobre a cultura de lá.

Embarcou com a missão de mostrar para os portugueses a cultura açoriana do Brasil, inclusive com a incumbência de fazer uma música que utilizasse o nome das nove ilhas dos Açores. Conta que este foi o trabalho mais difícil que já executou, mas que no prazo final conseguiu dar conta da missão em 20 minutos. “A música foi uma espécie de conversa com a Lua”, explica.

Jorge Coelho conta que vive a arte como paixão, não consegue executar um trabalho sem estar apaixonado por ele. Com as mãos o tempo todo se mexendo e com os olhos cheios de água, relembra um passeio pela Costa da Lagoa com os filhos, quando descobriu que havia mais pessoas de fora apreciando a Ilha do que nativos. Neste momento sentiu um leve ciúme pela cidade, como se alguém estivesse roubando-lhe a mulher amada. Foi com esse sentimento que compôs a música Ilha, que fala de Florianópolis e de suas qualidades.

Conheça a letra da música.

ILHA

FELIZ É O MAR QUE TE ABRAÇA
QUE TE ENVOLVE DE AZUL
NAS PRAIAS VEM TE BEIJAR

FELIZ É O SOL QUE REALÇA
TUA BELEZA SUTIL
NO ROMPER DA MANHÃ

ILHA, O POETA TE QUER
COM CIÚMES DE QUEM
GUARDA O AMOR DA MULHER
ILHA, MINHA FONTE DE LUZ
DO SOTAQUE "MANÉ"
NA PRAÇA QUINZE A FIGUEIRA
TUA ALMA TRADUZ

FELIZ O LUAR SE PROJETA
REFLETE EM TELAS QUE NEM
A LAGOA DA CONCEIÇÃO

FELIZ É QUEM VIVE ESTE SONHO
QUEM TUA FONTE BEBEU
NÃO ESQUECE JAMAIS.


22 de outubro de 2009
Leia mais

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Exposição fotográfica no centro de Floripa

Insatisfeita com o mundo, Francine Canto pretende através da fotografia inspirar as pessoas a buscarem um mundo melhor, mostrar que a beleza e a paz são possíveis.





















A exposição fotográfica A luz de floripaz mistura paisagens, pessoas e ensaios fotográficos produzidos por ela e pode ser vista até o dia 31 de outubro na Megastore da Livrarias Catarinense, na rua Felipe Schmidt, nº 60, no Centro de Florianópolis. A entrada é gratuita de segunda a sexta-feira, sempre das 9h às 20h e aos sábados das 9h às 16h.

Francine se autodenomina artista multimídia conectada com a cultura da paz.

A fotógrafa de São Bento do Sul está em Floripa há sete anos. Veio visitar um amigo que morava num lugar encantado da cidade, o Chapéu da Bruxa. A lenda diz que as bruxas enredam algumas pessoas e não as deixam mais sair da Ilha, foi o que aconteceu conta Francine.

Descobriu a foto aqui com o assistente do fotógrafo americano Rick Gomes. Para ela a fotografia é mágica, consegue expressar em imagens conceitos e idéias interiores do artista.


21 de outubro de 2009

Artista: Francine Canto
Arte: Fotografia
Contatos: www.francinecanto.com
contato@francinecanto.com
Leia mais

Uma semana de Floripa Cultura

Nós do Floripa Cultura nos surpreendemos com a receptividade que o blog está tendo em tão pouco tempo de existência. O apoio já declarado dos artistas, amigos, curiosos e agentes de cultura de Florianópolis está sendo essencial para o sucesso do projeto. Com uma semana disponível na web, o Floripa Cultura já tem 116 amigos no orkut, 13 seguidores no blog e 62 seguidores no twitter.

As entrevistas com os artistas continuam a todo vapor e a cada encontro uma surpresa, uma história, uma descoberta nova. Participe também, mande sugestões e contatos para floripacultura@hotmail.com ou comente nos posts do blog.

21 de outubro de 2009
Leia mais

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pecados capitais em foco e em foto





















Veja mais fotos no album Fotógrafos no flickr do Floripa Cultura


"Minha arte se modifica de acordo com as modificações do meu corpo. Quando eu era jovem o balé era minha inspiração, logo foi o cinema, depois as artes plásticas e agora a fotografia", conta Iva Micalosky.


Em cada ensaio que faz, busca a exaltação na condição feminina com graça, beleza e cuidado. "É o que eu gostaria de estar vivendo, é como se fosse meu auto retrato", afirma.
 
As mulheres anônimas que a procuram têm uma verdadeira produção de modelo e Iva se realiza. Segundo ela, é a sua condição de mulher a chamando para isso.


Focada no conceito de que a arte é uma constante experimentação, buscou alternativas para a sua passagem pelas artes plásticas mesclando tintas, objetos e fotografia. Com o aprimoramento da tecnologia digital e o acesso aos programas de edição, percebeu que a técnica que utilizava era muito trabalhosa e requeria tempo. Acabou optando pelo uso de programas de edição de imagem para a mistura da pintura com a fotografia. “Agora ficou bem mais fácil, a tinta não seca e posso dar continuidade a minha arte em qualquer momento”, ensina Iva.

A próxima exposição, sua terceira amostra individual, é inspirada nos sete pecados capitais. A mostra foi toda idealizada pela artista que também está fazendo a produção e administração. A curadoria é da fotógrafa Mara Freire.  Serão de 8 a 10 fotos produzidas sobre a temática do que é proibido, lançando uma reflexão ao enfrentamento dos preconceitos. Deve estrear em novembro. Em breve o Floripa Cultura divulgará local e data.

20 de outubro de 2009

Artista: Iva Micalosky
Arte: Fotografia
Contatos: http://www.ivamicalosky.com/
ivamicalosky@terra.com.br
Leia mais

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Registros fotográficos de Floripa

Esta série de posts pretende reunir imagens da cidade, criando um acervo para pesquisa e contemplação, assim como mostrar o trabalho de fotógrafos de Florianópolis. Se você tem fotos de Floripa, mande para o floripacultura@hotmail.com com seu perfil e contato.
Acompanhe:

História de Florianópolis, por Floripa Cultura.
Praça XV de Novembro hoje, por Floripa Cultura
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Simone Nunes Verzola - Antigo X Modernidade
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Lengo Noronha - Ponte Noturna
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Marcos Aurélio Verzola - Joaquina, fim de tarde 
Quinta-feira é dia de Floripa em Foto, por Maria de Lourdes Gevaerd Nunes - Ponte Hercílio Luz, Convite de Formatura
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Jurema Maria da Cunha Verzola - Tarde na Barra do Sambaqui,
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Marcos Aurélio Verzola  - Santo Antônio de Floripa
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Mauro Aquiles Verzola - Ninho do Colibri
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Walfredo Kumm - A Beira-mar de Florianópolis
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Isabel Humenhuk - O céu de Florianópolis
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Jason Solonca - Beira Mar vista do Museu de Armas no Forte Sant'Ana
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, cedidas por Mara Adriana de Felippe - Ponte Hercílio Luz - Coleção de Postais
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Simone Nunes Verzola - Palácio Cruz e Sousa hoje
Quinta-feira é dia de Floripa em foto, por Simone Nunes Verzola - Grafites, profusão de cores e formas nas ruas de Florianópolis
Leia mais

Ivo Silva: a pintura sem limites

Este post faz parte da série Floripa faz cultura nas ruas.
Leia também:
Ateliê de arte no calçadão de Floripa
Retratos ao ar livre no centro de Floripa 
Intervenção no epaço público de Floripa

"Vou pintar enquanto conseguir levantar o braço e tiver força para segurar os pincéis", fala o artista plástico Ivo Silva.

Quem passa pelo centro da cidade reconhece aqueles quadros em exposição ao ar livre, no calçadão da Felipe Schmidt. As cores vibrantes e o sorriso do artista, sempre pronto para falar da arte de pintar em acrílico sobre tela ou sobre eucatex, ganham os olhares de quem passa.

"Tenho necessidade de estar perto das pessoas, me agrada estar junto do público", explica Ivo Silva que expõe suas obras no calçadão desde 2004.

As pessoas que não o conhecem, não imaginam que aquele artista tem obras expostas em diversos países como Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália, Portugal, Bulgária e Argentina. O pintor que iniciou a carreira aos 13 anos de idade, hoje guarda 13 obras que considera mais detalhadas e criteriosas, para deleite particular. O ateliê de Ivo Silva , que fica na rua Conde Afonso Celso, 89 A, no bairro Capoeiras, é aberto à visitação com agendamento prévio de horário.

19 de outubro de 2009

Artista: Ivo Silva
Arte: Acrílico sobre tela e eucatex
Contatos: (48) 9614.7505
Leia mais

domingo, 18 de outubro de 2009

Rendeiras de Florianópolis





















Lá para o final da década de 40 e início dos anos 50, muitas jovens de Florianópolis viviam da renda de bilro. Todas as raparigas que preparavam seus enxovais para o casamento eram apreciadas por possuírem peças em renda. Noêmia Francisco de Jesus Bittencourt, mais conhecida por Dona Nenê, aos 8 anos de idade, assim como suas duas irmãs, aprendeu a arte com a mãe e hoje, com quase 80 anos, exibe com orgulho a habilidade com que trama os bilros.

"Hoje pouca gente procura pela renda de bilro, mas ensinei para as minhas filhas. Uma delas não gosta de fazer, mas conhece". Dona Nenê entende a necessidade de repassar este conhecimento, já que pela diminuição da procura muitas rendeiras abandonaram a atividade.

Suzete Silva, 35 anos, faz renda na Casa da Alfândega todas as tardes e lá expõe seus trabalhos. Segundo ela, isso contribui para que possa viver da produção de renda de bilro.

18 de outubro de 2009

Artista: Dona Nenê, Noêmia Francisco de Jesus Bittencourt
Arte: Renda de bilro
Contatos: (48) 3266.7024

Artista: Suzete Silva
Arte: Renda de bilro
Contatos: (48) 3232.6517 ou (48) 8819.1344
Leia mais

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tecelagem na Casa da Alfândega
























A tecelagem é uma arte milenar que em diferentes tempos se torna contemporânea em releituras pessoais de cada artesão.

A arte de tecer, segundo a tecelã Maria Gorete e Silva, 56, pode ser comparada à vida, onde “a urdidura, que é a estrutura fixa do tear, seria o destino, o que já está traçado. A trama, que se dá pelos movimentos direita e esquerda, seria o livre arbítrio, onde o artista vai mudando a textura, a coloração, vai dando o tom”.

A artesã vive da produção de mantas, cachecóis e outras peças que são vendidas na Casa da Alfândega e para pequenas lojas. Há alguns anos enfrentou um pedido de 1000 peças para uma rede de lojas de Santa Catarina, que segundo ela foi um sufoco pois tinha que entregar em 45 dias. Foi com o marido Roberto, há 21 anos, que aprendeu o ofício e hoje contribui na difusão do conhecimento da tecelagem dando aulas particulares.

Quem quiser conhecer de perto essa arte é só ir à Alfandega em Florianópolis. Todas a tardes, a partir das 15h, Maria Gorete está tecendo em Tear de Pente Liço.

16 de outubro de 2009

Artista: Maria Gorete e Silva
Formação: Letras
Arte: Tear manual
Contatos: (48) 9965.8394
www.tecelagem.net
mgorete2609@hotmail.com
Leia mais

Cantando coisas de Floripa

Com influência dos Beatles e da Jovem Guarda, aos 16 anos Jorge Coelho começou a tocar violão para logo passar à guitarra. Com 20 veio para Floripa estudar e para manter-se na música e nos estudos tocava com João Batista de Almeida, ou Tião do violão e Neide Maria Rosa, célebres personalidades da Ilha.

Aqui teve contato com o trabalho de Cláudio Alvim Barbosa, ou poeta Zininho e de Luiz Henrique Rosa, que cantavam coisas que falavam das nossas realidades. Então, começou a compor. “Foi como uma espoleta no meu cérebro, se um dia fosse compositor falaria das nossas coisas”, decidiu Coelho naquele momento.

Começou a se interessar pela MPB, bossa nova e Geraldo Vandré. O cerne do trabalho de Coelho está na poesia ligada à nossa cultura e em não abdicar de todas as influências que fizeram dele quem é.

Hoje com 42 anos de música, algumas composições ainda mechem com a emoção como, "Paixão Açoriana". “Ilha” foi a que mais marcou sua carreira. Num aniversário da cidade, no mandato da prefeita Ângela Amin, o cantor Leonardo veio comandar a festa e a abertura do show foi feita por artistas da ilha como o Grupo Engenho e outros. Conta que, cada um tinha direito a tocar duas ou três músicas, e quando interpretou “Ilha”, da metade em diante o povo começou a cantar em coro. “Eu só conseguia chorar, nunca imaginei que isso podia acontecer com um manezinho da ilha", como se considera. A estimativa de público feita pela Polícia Militar naquele dia, foi 50 mil pessoas.

Jorge Coelho está se aposentando da noite e vai se dedicar à composição e à literatura. O compositor deve lançar o livro de crônicas, “O triângulo das Bernuncias”, até o final de 2009.

16 de outubro de 2009

Artista: Jorge Henrique Coelho Silva
Arte: Música e composição
Contatos: jorgecoelho.ilha@bol.com.br
(48) 3224.3663 ou 9961.0552
Leia mais

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Poetando a vida na melhor idade





















"Quero levantar o astral de idosos com medo da velhice", conta a poeta Sueli Bittencourt.

Aos 89, com dificuldades de locomoção, domina o veículo que a leva mais longe mesmo sem sair de seu quarto: a internet. E encara a idade com o otimismo que revela nas palavras tecidas no poema "Envelhecer":

"Envelhecer e bem viver é felicidade.
É glória, é grande vitória, que nem todos alcançam.
Triste é quando a vida é cedo interrompida.
O ruim e o bom existem em todas as idades.
Escolha e pratique com prazer suas atividades."

Em 2000, já com 80 anos, Sueli entrou para o Grupo de Poetas Livres, em Florianópolis, onde criou o Projeto Paz e Poesia com Intercambio de Poesias e Mensagens. Crianças de escolas produzem poesias e enviam para ela que responde com outra e assim vão trocando experiências poéticas e literárias tendo seus universos enriquecidos pela troca de experiências. Aos 86, devido a um problema de saúde que a impede de se deslocar até as escolas, colocou o projeto na internet, e hoje pessoas do Brasil todo compartilham da idéia.

Há três anos lançou seus primeiros livros, Sim ou não? Por quê? pensado para crianças, mas que abrange qualquer idade com suas mensagens e Suavize seu viver, que fala em prosa e verso de solidariedade, dilemas da velhice, família e paz. Nos versos de "Meu primeiro grande amor" e "Meu segundo grande amor", Sueli dá pistas sobre as experiências mal vividas no amor. Afirma que procura não se lembrar das coisas ruins e leva a vida sem se prender ao que aconteceu, como ela mesma escreveu:

"A felicidade está pertinho sempre.
Ela se forma na nossa mente."

15 de outubro de 2009

Artista: Suely Bittencourt
Arte: Poesia
Contatos: (48) 30253357
sbittencourt1920@hotmail.com
Leia mais

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ateliê de arte no calçadão de Floripa

Este post faz parte da série Floripa faz cultura nas ruas,

Leia também
Ivo Silva: a pintura sem limites 
Retratos ao ar livre no centro de Floripa 
Intervenção no epaço público de Floripa





















O centro de Florianópolis revela talentos que escolheram as ruas para divulgar sua arte. É na esquina da Deodoro com a Felipe Schmidt que Daniel Goulart pinta telas com temas e inspirações da Ilha. Aos oito anos veio de Porto Alegre com o pai, senhor Semura, que aprendeu a arte com a mesma idade do filho.

O primeiro ateliê dos artistas foi a Praça XV, sob a figueira. Lá pintaram e retrataram a ilha por mais de 20 anos. Há 10 anos o estúdio ao ar livre mudou para a frente da igreja São Francisco. Hoje, devido a um problema de saúde, Semura não mais faz companhia ao filho, na arte.


Vivendo da pintura, como o pai, já retratou a Praça XV, a Catedral Metropolitana de Florianópolis, o Ribeirão da Ilha e a ponte Hercílio Luz. Daniel conta que, "ao pintar um casario do Ribeirão da ilha, uma senhora passou e reconheceu a sua casa na tela. Dona Celma não sossegou enquanto não levou o quadro".

14 de outubro de 2009

Artista: Daniel Goulart
Arte: Artes plásticas, acrílico sobre tela
Contato: (48) 9943.7620
Leia mais

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Ilha sobre tela

São 61 anos retratando Floripa.
"Não há nenhum lugar da Ilha que não tenha pintado",
afirma o artista plástico Milton Ascendino Pereira.


Manezinho nascido no bairro Estreito, desenhava desde os 8 anos de idade e aos 14 começou a pintar. Aprendeu tudo sozinho, observando e experimentando os materiais. Hoje com 75, orgulha-se de ter passado a vida pintando Florianópolis, suas paisagens, arquitetura e sua gente. Alguns de seus quadros podem ser vistos no Instituto Guga Kuerten, na Av. Madre Benvenuta, 1168 - sala 201 - Centro Executivo Aldo Kuerten, no bairro Santa Mônica em Florianópolis. Outras obras podem ser apreciadas em espaços públicos como o muro da Serte, na Cachoeira do Bom Jesus, onde pintou os símbolos mais importantes da cidade. Como retratista desenhou políticos como Ângela e Esperidião Amin e Gean Marques Loureiro.

8 de outubro de 2009

Artista: Milton Ascendino Pereira
Arte: Artes plásticas, óleo sobre tela e retratos
Contatos: (48) 3348.0663 ou 9949.0205
Leia mais

Floripa cobiça salão de humor























Com o objetivo de contribuir para a difusão da arte de retratar de maneira cômica a fisionomia e o psicológico de uma pessoa e pela inserção de Floripa e do estado no circuito nacional e internacional do humor gráfico, Maurizio Di Reda faz questão de participar de eventos públicos fazendo caricaturas ao vivo. Em menos de cinco minutos trabalha o retrato exagerando as formas, sempre destacando as características principais do retratado. Maurizio classifica as reações das pessoas, ao verem suas caricaturas, em quatro categorias:

Os bem resolvidos. Aqueles que escancaram uma risada despreocupada entrando no clima da brincadeira e gostando de ver aquela versão exagerada de si desenhada no papel.
Os incrédulos. Ficam meio pasmos, sem reação e só depois de um tempo perguntam:
-Isto sou eu?!
Os indignados. Não querem crer que sejam daquele jeito retratado no papel, embora os outros digam:
- Parece você sim!
Os revoltados. Não aguentam o baque de se ver satirizados e culpam a Deus, o caricaturista e o mundo por seus defeitos.
Em geral, por fim todos gostam muito dos desenhos”, afirma.

Nos 11 anos de experiência como caricaturista já desenhou celebridades e semicelebridades, quando morava em São Paulo, mas afirma gostar mais de estar no meio do povão, dando a todos a chance de ter um retrato artístico exclusivo. Segundo ele, as pessoas “normais” valorizam mais isso. Em Floripa há quase dois anos, participou de um evento no Beiramar Shopping, no qual desenhou gratuitamente mais de 200 pessoas em quatro tardes.

Florianópolis já tem mostrado a necessidade de uma estruturação no campo da caricatura e Maurizio vê a importância da organização e união dos profissionais para a criação de uma cultura em torno do tema. “Organizar exposições, promover oficinas e cursos, apresentações de caricatura ao vivo, é um caminho para os profissionais e interessados se agregarem, a fim de conseguirmos um incentivo público ou uma iniciativa privada que queira investir na realização de um salão de humor em Florianópolis".

Em meados de dezembro, Maurizio estará em um evento público no Open Shopping do Jurerê internacional, fazendo caricaturas gratuitamente.

“A caricatura é muito mais do que um retrato destorcido e bem humorado, que capta a fisionomia e o psicológico dos retratados em traços sintéticos. Ela é uma arte que me permite ter muita proximidade com as pessoas, de certa forma acessando suas essências”, afirma Maurizio Di Reda.

Confira abaixo Di Reda fazendi uma caricatura ao vivo;


Artista: Maurizio Di Reda
Arte: Caricatura
Formação: Licenciatura em educação artística
Contatos: mauriziodireda@hotmail.com
mzdireda.blogspot.com
(48) 9618.3015
Leia mais

Pau-de-fita conta história da ilha

O pau-de-fita é uma dança de origem portuguesa que se caracteriza pelo trançar e destrançar de fitas presas a um mastro central com cerca de três metros de altura. Metade das fitas é manipulada por homens e a outra metade por mulheres, que em diferentes passos de danças circulares vão formando tramados coloridos.

Nas décadas de 70 e 80, as escolas da Ilha sempre apresentavam dentre as danças juninas, o pau-de-fita. Hoje é cada vez mais rara a apresentação dessa dança. Alguns grupos folclóricos de Florianópolis tentam manter viva a tradição. Com a idade média de 78 anos, os integrantes do Grupo de Dança Folclórica da Terceira Idade da UFSC mostra que é possível envelhecer com qualidade e contribuindo para a memória da cultura açoriana na Ilha.

A dança do pau-de-fita e arco de flores, a dança da ratoeira e a jardineira fazem parte do repertório apresentado pelo grupo que tem apoio do Centro de Desportos, do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão. Com início em 1989, o grupo tem 30 integrantes e oito músicos coordenados pela professora Marize Amorim Lopes que trabalha há 24 anos com idosos.

8 de outubro de 2009

Artistas: Grupo de Dança Folclórica da Terceira Idade da UFSC
Arte: Interpretação da dança do pau-de-fita
Contatos: marize@floripa.com.br marize@cds.ufsc.br
(48) 3331.8564 ou 8401.0707
Leia mais

Boi-de-mamão mantém a tradição





















São 18 crianças e 2 adultos que se divertem dançando o boi-de-mamão, em apresentações públicas ou particulares do Grupo Folclórico Alivanta Meu Boi, enquanto mantêm viva a tradição em Florianópolis. De maneira bem humorada incorporaram à exibição um casal de manezinhos, que vão narrando a história do boi-de-mamão e contando causos engraçados usando a plateia como co-participante das cenas.

O grupo do bairro Ingleses, no norte de Floripa, assim como as comunidades do Itacorubi, Pantanal, Jurerê e Sambaqui em diferentes versões dançam o boi preservando a tradição de pouco mais de 150 anos.

Sandro Penteado, um dos responsáveis do Alivanta Meu Boi conta que começaram fazendo recreação em hotéis da Ilha. Os hóspedes formavam o elenco da apresentação, comandando o boi, a bernunça e outros personagens. Hoje trabalham com crianças do bairro que, segundo ele, aprendem muito ligeiro.

O CD com 13 cantigas do boi que foram adaptadas pelos músicos do grupo, é vendido por um preço acessível na Casa da Alfândega, na rua Conselheiro Mafra, 141, Centro, 48 3028-8100 . O dinheiro é usado para a manutenção das atividades.

O Floripa Cultura assistiu a apresentação e você também pode conferir aqui:



8 de outubro de 2009

Artistas: Grupo Folclórico Alivanta Meu Boi
Arte: Interpretação do boi-de-mamão
Contatos: meuboidemamão@gmail.com
www.boidemamao.org
(48) 3269.2496 ou 9958.2976
Leia mais

Floripa faz cultura nas ruas

Esta é uma série de matérias que pretende abrir os olhos de quem frequenta a cidade, para observar e aproveitar o que a Ilha oferece em cultura. A arte já estrapolou os limites materiais das edificações e ganhou as ruas transformando-as em um grande salão de exposições artísticas e culturais.
Aproveite e confira:

Ateliê de arte no calçadão de Floripa
Ivo Silva: a pintura sem limites 
Retratos ao ar livre no centro de Floripa 
Intervenção no epaço público de Floripa
Leia mais
 
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. 'Fotos e textos de terceiros publicados com autorização dos autores neste site recebem os devidos créditos e não estão sob esta licença, que abrange todo o material publicado por Floripa Cultura. E essa licença aí acima diz o seguinte: você pode usar nossas fotos e textos, desde que não seja para fins comerciais, não altere a obra e, claro, cite o autor — deste modo: Luciene Kumm e Simone Verzola (www.floripacultura.com).'

floripa cultura - Cultura em Florianópolis. Jornalistas falando de cultura em Floripa Copyright © 2009 Gadget Blog is Designed by Ipietoon Sponsored by Online Business Journal