O cineasta Iur Gomez levou uma década para perceber a importância cultural do instrumento, cruzando nas ruas de Floripa com aquela figura tão particular, conhecida por Gentil do Orocongo, tirando sons daquela única corda. Viu aquele homenzinho tocando na Felipe Schmidt e em 2007 decidiu fazer o documentário.
Nele todos os sons são trilhas sonoras, o cachorro latindo, o galo cantando, a buzina e o telefone tocando associados à linguagem mais espontânea do diálogo. Encara o documentário como uma tese e acha fácil de trabalhar com a produção, “difícil é estabelecer uma linguagem coerente o tempo todo na edição”, explica.
O cineasta veio para Floripa em 1994 quando iniciou no cinema. Antes fazia teatro e foi convidado a participar do filme Alva Paixão, da Maria Emília Oliveira. “Quando entrei no set de filmagens não saí mais”, fala Iur.
Antes mesmo de finalizar o curta, Seu Gentil do Orocongo e o Orocongo, Iur já está escrevendo o roteiro de um longa metragem de ficção, sobre um amor platônico, para o qual pretende captar recursos por meio de edital.
Artista: Iur Gomez
Arte: Cinema
Contatos: igirelli@yahoo.com.br
48 9953.9994

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