
Lá para o final da década de 40 e início dos anos 50, muitas jovens de Florianópolis viviam da renda de bilro. Todas as raparigas que preparavam seus enxovais para o casamento eram apreciadas por possuírem peças em renda. Noêmia Francisco de Jesus Bittencourt, mais conhecida por Dona Nenê, aos 8 anos de idade, assim como suas duas irmãs, aprendeu a arte com a mãe e hoje, com quase 80 anos, exibe com orgulho a habilidade com que trama os bilros.
"Hoje pouca gente procura pela renda de bilro, mas ensinei para as minhas filhas. Uma delas não gosta de fazer, mas conhece". Dona Nenê entende a necessidade de repassar este conhecimento, já que pela diminuição da procura muitas rendeiras abandonaram a atividade.
Suzete Silva, 35 anos, faz renda na Casa da Alfândega todas as tardes e lá expõe seus trabalhos. Segundo ela, isso contribui para que possa viver da produção de renda de bilro.
18 de outubro de 2009
Artista: Dona Nenê, Noêmia Francisco de Jesus Bittencourt
Arte: Renda de bilro
Contatos: (48) 3266.7024
Artista: Suzete Silva
Arte: Renda de bilro
Contatos: (48) 3232.6517 ou (48) 8819.1344

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