terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Florianópolis, registro da história

Este post faz parte da série Fazendo arte nas feiras da Ilha.
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Boi-de-papel

Florianópolis de 1900 a 1980, época em que o mar beirava a Praça XV e o Mercado Público, em que a Ilha do Carvão ainda existia, ganhou registro pelas mãos de Janara e Marcelo Figueira. Há dois anos disponibilizam o DVD Florianópolis Antiga para quem visita a Feirarte, que ocorre no Largo da Catedral nas quartas e sextas-feiras.

Marcelo é neto do fotógrafo Jobel Cardoso e idealizador do projeto Conheça Florianópolis. A ideia surgiu em um encontro de família, quando reviam as fotos herdadas do avô. Foram dois anos para a produção, a pesquisa e o acervo de imagens. O primeiro DVD, lançado em 2007, tinha 200 fotos. Hoje disponibiliza 400 imagens que contam a história de Floripa e pode ser adquirido na feira ou em lotéricas e panificadoras que tenham a parceria com a Mídiamax.

Além do DVD Florianópolis Antiga o projeto conheça Florianópolis já disponibiliza o DVD Praias de Florianópolis com mais de 450 imagens das 42 praias da Ilha, características, mapas e dicas de como chegar.

Janara e Marcelo também estão trabalhando na produção de outros DVDs que serão lançados em 2010 e 2011 e complementam a coleção, que são: Monumentos Históricos, Folclore e Culinária Açoriana.

Artistas: Janara e Marcelo Figueira
Arte: Produção de vídeos
Contatos: www.estudiojem.com.br
               marcelo@estudiojem.com.br janara@estudiojem.com.br
               48 9998.3724 ou 9122.1674
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Floripa Cultura volta logo

O Floripa Cultura deseja a todos os nossos leitores e apreciadores da cultura de Floripa um ótimo 2010. Encerramos 2009 com a bela história do Boi-de-papel e voltaremos no dia 10 de janeiro com toda força, após umas férias mais que merecidas.

Até lá pode ter certeza que estaremos de olho em tudo, para mostrar a vocês grandes histórias da Ilha, em 2010. Já conhecemos, na Praia dos Ingleses, um artista plástico que veio para floripa pintar as praias e acabou ficando por aqui. No Largo da Catedral, um casal que produz DVDs com fotos de Florianópolis de 1900 a 1980 que foram feitas pelo avô, o fotógrafo Jobel Cardoso.

Além disso, muita paz e alegria a todos.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boi-de-papel

Este post faz parte da série Fazendo arte nas feiras de Ilha.

Há seis meses o boi-de-mamão trouxe sua magia para a Feira de Arte e Artesanato, a Feirarte, que tem o apoio da Fundação Franklin Cascaes e acontece no Largo da Catedral Metropolitana de Florianópolis, todas as quartas e sextas-feiras das 9h às 18h.


















Marcio Guimarães e Glauci Azlinskas, numa releitura da tradicional brincadeira do boi-de-mamão, constroem o boi e seus personagens usando como material básico o papel. Márcio nasceu na comunidade do Morro do Céu, no Morro da Cruz, onde a tradição era forte, e aos quatro anos já acompanhava os bois que passavam pelas ruas, no período de dezembro a fevereiro. “Era uma brincadeira que fazia parte do cotidiano”, relembra.

Integrando a última geração a sair com o boi-de-mamão nas ruas de Florianópolis, Márcio manteve a paixão pela brincadeira. Em 1988, com 15 anos de idade, acompanhou a perda de interesse da comunidade pelas apresentações. Desde então, o tradicional boi-de-mamão de Floripa só pode ser visto em apresentações pré-agendadas.


O boi que era confeccionado com a própria cabeça do animal, enterrada até ficar só no osso e depois coberta com pano, hoje ganha um molde em argila que é revestido de papel. Márcio lembra que sempre que ia montar um boi desmontava um guarda-roupas e o lençol, que cobria a estrutura rústica em madeira e compensado, era escolhido nos varais da vizinhança.

Glauci foi apresentada à cultura há 11 anos e desde então compartilha a paixão pela brincadeira. Encantada com as possibilidades que o trabalho com o papel traz, explica que o material é leve e extremamente resistente. O acabamento e a decoração dos personagens também é toda feita com papel e não existe pintura no colorido que toma conta das peças.



A feira é a vitrine desse trabalho que pretende perpetuar a tradição do 
boi-de-mamão. Além das peças de todos os tamanhos, inclusive o natural, ensinam nas escolas a moldagem do boi em papel, fazem decoração de ambientes e participam de eventos culturais.

Para 2010, com o apoio da Fundação Franklin Cascaes, Márcio e Glauci pretendem implantar na feira uma oficina aberta. Dentro da temática do folclore, querem ensinar a moldagem em papel machê e atrair as crianças e as comunidades ao Centro da cidade para, brincando, conhecerem as histórias do boi-de-mamão.

As músicas

Márcio e Glauci estão gravando um cd com músicas do boi-de-mamão que estará disponível em janeiro de 2010. Explicam que cada comunidade tem uma letra e um estilo próprio de tocar. Os grupos do interior da Ilha usavam violões, pois tinham características mais fortes da colonização açoriana e espanhola. No Centro a influência afro trouxe os instrumentos de percussão.

Márcio conta que as lixeiras da escola eram bons tambores e “a diretora da escola fez uma campanha com os pais para orientarem os filhos a não levarem mais as lixeiras para casa”.


Histórias do Boi

As brigas

As brigas de bois faziam parte da tradição. “Quando encontrávamos outro grupo nas ruas de Floripa sempre acontecia algum tipo de atrito”, conta Márcio, que já teve o boi seqüestrado várias vezes por grupos de faixa etária maior. Durante o dia todos interagiam e brincavam juntos, mas de noite a tradição ganhava corpo e os grupos disputavam as regiões de apresentação.

O tambor, que era feito artesanalmente de madeira, anunciava a chegada do boi-de-mamão. Pela quantidade de batidas e a intensidade sabiam onde o outro grupo estava. Márcio conta que para intimidar o adversário pegavam o maior número de crianças que conseguiam e entregavam um tambor para cada uma delas. Batiam com toda a força que tinham. Era uma forma de defesa para dar a impressão de um grupo grande. Isso intimidava o grupo adversário.


Pra quem não viveu a época do boi-de-mamão nas ruas da cidade, era assim. De dezembro a fevereiro os moradores de Florianópolis já esperavam as batidas dos tambores que vinham anunciando a chegada dos grupos de bois. A criançada, que hoje fica na frente dos vídeos games, brincava na rua e já corriam para avisar aos pais. O grupo parava na frente de cada casa e convidava o dono para assistir à dança, mediante o pagamento, que era negociado no meio da apresentação. Quando o boi morria o dono da casa pagava o Seu Doutor, que ressuscitava o boi e a apresentação então continuava. Assim o grupo percorria as ruas e a cada 60 metros iniciava uma nova apresentação. A criançada assistia a tudo repetidamente sem cansar, acompanhando o grupo até onde as mães permitiam. Nunca agrupavam menos de 30 pessoas. Tempos bons.

Na mala do Seu Doutor tinha martelo, serrote e pregos. Como eram as crianças que construíam os personagens, sem ajuda de adultos, algumas partes se desprendiam, e na rua mesmo faziam os consertos. “Certa vez a cabeça da Maricota atravessou a janela de uma casa”, conta Márcio.


O gambá

Numa apresentação no bairro Santa Mônica, o povo todo reunido em círculo para ver o boi-de-mamão, o cavalinho fazia um peso extra na cabeça, mas o cavaleiro contrabalançava e seguia fazendo a dança. Era um gambá que tinha se alojado dentro da cabeça do cavalo e ninguém sabia. Não demorou muito para o bicho aparecer. No meio da apresentação, ele saiu de dentro da cabeça do cavalinho, subiu pelo peito da criança que dançava o personagem e pulou no chão assustado. Foi uma gritaria. O gambá não conseguia fugir, pois ia de encontro às pessoas que circulavam a apresentação. Márcio conta que o jeito foi improvisar:  incluiu o bicho na música e convenceu as pessoas que tudo era parte do espetáculo.

As senhorinhas

Durante o dia as crianças criavam algumas inimizades com as senhoras da vizinhança, pelas bolas que quebravam as plantas nos jardins alheios e pelas telhas quebradas ao subir nas casas atrás das pipas. Eram xingados de vagabundos e malandros, “mas éramos só crianças”, desabafa Márcio. Como os pais não permitiam que eles respondessem, era na dança do boi que promoviam pequenas vinganças. Quando dançavam para essas senhoras, acrescentavam à música a seguinte estrofe:
Olé, olé, olé, olé, olá,
Arreda do caminho que a bernunça quer passar.
Atirei um limão n’água de maduro foi ao fundo,
Tirei carta de malandro e certidão de vagabundo.
Era uma forma lúdica e saudável das crianças protestarem.

Mais fotos você vê no flickr do Floripa Cultura

Artistas: Márcio Guimarães e Glauci Azlinskas
Arte: Boi-de-mamão em papel machê
Contatos:  www.boidemamaofestas.com.br
                boi de mamaofestas@hotmail.com
               48 9969.2553 ou 9927.5303
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Fazendo arte nas feiras da Ilha

A série Fazendo arte nas feiras da Ilha vem apresentar as diversas opções de lazer cultural que Floripa oferece nas feiras de artesanato, que são realizadas em diversos pontos da cidade. Em cada uma delas o Floripa Cultura vai mostrar um pouco da arte e do folclore dispostos nesses espaços, que acabam se tornando verdadeiras exposições ao ar livre.

Você pode acompanhar aqui cada encontro com esse universo lúdico que está iniciando com a matéria,

Boi-de-papel
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Circuito gastronômico e cultural


Evento que acontece neste final de semana vai reunir gastronomia, atividades esportivas, ambientais e culturais que mostram o estilo de vida dos moradores da Costa da Lagoa

Praticamente isolada dos demais bairros da cidade e tendo o barco como principal meio de transporte, a comunidade da Costa da Lagoa quer maior destaque no mapa da cultura em Florianópolis. Para isso, promove neste sábado e domingo (19 e 20/12), das 11h às 20h, o 1º Circuito Gastronômico e Cultural “Curta a Costa” – Comunidade Tradicional Costa da Lagoa. Promovido pela Associação de Moradores da Costa da Lagoa (Amocosta), em parceria com a Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC), o evento pretende divulgar as tradições locais e valorizar o estilo de vida peculiar dessa vila de pescadores remanescente da colonização açoriana.

A programação do “Curta a Costa” reúne gastronomia, competições esportivas, e atividades ambientais e culturais abertas ao público. Na tenda central do evento, montada ao lado da única escola da comunidade, haverá shows musicais, contação de “causos”, e apresentações de boi-de-mamão, ratoeira, pau-de-fita, maculelê, entre outras atrações. O circuito vai envolver ainda 15 restaurantes locais e as duas cooperativas de barqueiros que fazem o transporte na região (Coopercosta e Cooperilha). Conta também com o apoio da Associação de Bares e Restaurantes da Costa da Lagoa (ABRCL), Fundo Municipal de Cinema (Funcine) e Cinemateca Catarinense.


Cada restaurante terá no cardápio um prato de divulgação, além das opções tradicionais de almoço. Ao longo dos sete pontos de parada abrangidos pelo circuito, os visitantes vão poder apreciar rendeiras trabalhando nas almofadas de bilros; pescadores produzindo tarrafas, bernunças e celibrins; e artesãos fazendo canoas em miniatura e balaios. Nesses locais haverá ainda exposição de barcos e de fotos com imagens relacionadas aos costumes e tradições da comunidade.


Na vela da canoa


A mesma lagoa que é ponto de partida e chegada dos barcos, e que assegura o sustento das famílias que vivem na Costa, também garante a diversão dos moradores e visitantes. Por esse motivo, o circuito cultural inclui duas sessões de cinema nesse cenário natural. Curtas catarinenses com temas ligados à cultura local serão exibidos numa tela improvisada na vela de uma centenária canoa, feita de um pau só, com madeira tradicional da região: o garapuvu. A árvore que cobre de amarelo os morros da cidade é o símbolo de Florianópolis, e seu corte está restringido por lei desde a década de 1990.


Outra atração do Circuito “Curta a Costa” é o esporte favorito dos moradores: a corrida de canoa a vela e a remo. A competição vai reunir, no domingo, atletas de todas as faixas etárias, na categoria masculina e feminina. Boa parte das embarcações foi construída quando os competidores ainda nem eram nascidos e algumas utilizam velas feitas de material caseiro, como sacos de farinha impermeabilizados ou até o “lençol da vovó”.

Comunidade tradicional

O 1º Circuito Gastronômico e Cultural “Curta a Costa” – Comunidade Tradicional Costa da Lagoa pretende dar visibilidade à paisagem e à cultura da região, lastreada no modo de vida peculiar dos quase 1.300 moradores. A comunidade é um importante núcleo de pescadores e rendeiras, remanescente da colonização açoriana iniciada no século 18.

A luz elétrica chegou à localidade em 1982 e, com ela, um novo componente foi agregado à economia local. O turismo estimulou o surgimento de restaurantes, todos administrados por nativos, e também trouxe incrementos ao transporte lacustre feito pelas cooperativas de barqueiros. Ao todo são 23 trapiches (pontos de parada) ao longo do trajeto.



As lembranças deixadas pelos antepassados ainda estão presentes na arquitetura de alguns casarios erguidos por escravos e num antigo engenho de farinha. Os açorianos também deixaram como legado tradições e costumes passados de geração a geração. A prática da pesca artesanal, a renda de bilro, as festas religiosas, algumas expressões e crenças, e a alimentação à base de frutos do mar são práticas que sobrevivem ao tempo.

Mais que um convite para que as pessoas apreciem as belezas naturais, a gastronomia, os costumes e a cultura local, o circuito “Curta a Costa” tem como objetivo melhorar a auto-estima e incentivar a união dos moradores. O evento traz também a esperança de que, conhecendo melhor o estilo de vida da comunidade, mais vozes ecoem em favor da preservação desse patrimônio cultural para outras gerações.

Serviço:

1º Circuito Gastronômico e Cultural “Curta a Costa”
Comunidade Tradicional Costa da Lagoa
Sábado e domingo (19 e 20/12) – 11 às 20h

Programação – Tenda central

Sábado (19/12)

11h – Abertura da programação
14h – Grupo de boi-de-mamão da E.D. da Costa da Lagoa
15h – Grupo de Maculelê
16h – Banda Nossa Senhora da Lapa
17h – Teatro do Frankolino
18h30 – Grupo Gente da Terra
19h30 – Projeto “Curta a Costa” – Sessão de cinema à beira da lagoa
21h – Apresentação musical (grupo da comunidade)

Domingo (20/12)


11h – Abertura da programação
11h às 15h – Corrida de canoa a vela e a remo
15h30 – Premiação dos vencedores da competição da canoa
16h – Grupo da Terceira Idade da UFSC
17h – Banda Nossa Senhora da Lapa
19h30 – Projeto “Curta a Costa” – Sessão de cinema à beira da lagoa
21h – Lançamento do enredo do Bloco Carnavalesco da Carapeva -
Carnaval 2010 / Costa da Lagoa

Colaboração: Dieve Oehme
Fotos: arquivo Fundação Frankling Cascaes
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Lomografia, um desafio à objetividade

















“Por que a boa foto tem que ser completamente nítida e bem focada?” É o questionamento que a fotógrafa Débora Klempous propõe usando a lomografia. A técnica fotográfica utiliza câmeras analógicas e tem como objetivo a experimentação de buscar o acaso, sem ter expectativa com o resultado final da imagem.


A lomografia não tem o compromisso com foco, nitidez ou luminosidade perfeita. Permite ao artista quebrar algumas regras do mundo fotográfico e lança um novo olhar em relação à imagem. Apesar da câmera ser analógica integra um movimento contemporâneo de desmistificação da fotografia como registro do real, da foto vista como documento que prova a existência de algo. É uma vertente fotográfica que usa a máquina como ferramenta para criação artística e não para o registro do dia-a-dia.

Ainda com o intuito de chegar em uma estética do acaso, os artistas utilizam filmes com a validade expirada, em que nunca sabem que cor vai prevalecer e fazem processos cruzados de revelação usando, por exemplo, um filme cromo revelado com químico de filme normal. Outra técnica é o red scale, nela todo o filme é retirado da bobina, virado ao contrário e enrolado novamente. Usando o outro lado da emulsão as imagens ficam em diversos tons de vermelho.

















Fotojornalista do Hora de Santa Catarina, Débora tem a lomo como uma grande paixão. Enquanto o fotojornalismo busca passar a menssagem instantaneamente e nele a informação tem que ser muito óbvia, a lomo faz o oposto, proporciona reflexão a partir da subjetividade. “No jornal não posso fugir do compromisso com a realidade, na lomo posso jogar tudo para o alto e buscar um trabalho mais autoral, mais artístico, o que não é possível no fotojornalismo diário”, explica Débora.

Com uma coleção de nove lomos conta que comprou a primeira pela Internet e se apaixonou. Cada uma tem um efeito singular e para conseguir bons resultados é preciso entender como a câmera funciona, em quais condições de luz e distância do objeto que ela proporciona o melhor efeito.

Artista: Débora Klempous
Arte: Lomografia
Contatos: deboraklempous@ gmail.com
               48  9128.8138
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A baleeira de Joel Pacheco




Após o paralelo feito entre as Ilhas de Açores e a Ilha de Santa Catarina no livro Florianópolis a 10ª Ilha dos Açores, Joel Pacheco lança hoje uma nova obra que vai deixar um belo registro histórico, A canoa baleeira dos Açores e da Ilha de Santa Catarina. O evento é hoje às 19h30 na Livrarias Catarinense do Beira Mar Shopping, em Floripa.

O fotógrafo e escritor pretende chamar atenção para a necessidade de resgatar uma identidade cultural que está prestes a acabar. Manezinho de Florianópolis foi criado nas redondezas do Forte Santana, onde diariamente convivia com as baleeiras usadas para a travessia do continente para a ilha, antes da construção da Ponte Hercílio Luz. Em 2000, num passeio por Florianópolis, Joel encontrou muitas embarcações abandonadas nas praias do Campeche, Jurerê, Pântano do Sul e Cacupé, o que o incentivou a fazer esse registro literário e fotográfico.


A convite do governo açoriano foi até Portugal executar parte da pesquisa, onde visitou os museus do Baleeiro e da Baleia na Ilha do Pico. Em Santa Catarina conheceu o Museu Nacional do Mar e o Museu da Baleeira em Imbituba. Nos quatro anos de pesquisa que antecederam a edição do livro entrevistou construtores de barcos em Floripa, todos com mais de 80 anos e verificou que a técnica artesanal não está mais sendo repassada de pai para filho, como era antes. “Em Açores a baleeira é tombada pelo governo. Para fazer uma nova embarcação é preciso seguir um projeto pré-estabelecido, usado para perpetuar o modelo”, explica Joel. Em Florianópolis os pescadores estão trocando a baleeira por outras embarcações de manutenção mais fácil.

Dentre as quase 500 fotos disponíveis no livro ele mostra um pouco da construção da embarcação por meio das mãos do seu Leandro, um construtor de Biguaçu que ainda produz a baleeira. Já no Ribeirão da Ilha, onde era o principal ponto produtor dessas embarcações no litoral catarinense, conheceu o seu Aléssio. Segundo ele há uma lenda de que todos os construtores da Ilha nunca conseguiram terminar a última embarcação pelos mais diversos motivos. Confirmando a lenda, sua última baleeira ainda inacabada foi comprada pelo navegador Amir Clink e está no Museu Nacional do Mar.


Em 2010 Joel pretende lançar o livro nos Açores com o apoio do governo local.

Artista: Joel Pacheco
Arte: Literatura e fotografia
Contatos: arquitetopacheco@gmail.com
               48 3361.4143 ou 9971.4143
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sábado, 12 de dezembro de 2009

Batizado de capoeira no Mont Serrat


A capoeira é uma manifestação cultural que embeleza e enche de ritmo as ruas de Florianópolis. As rodas de capoeira podem ser acompanhadas no Mercado Público, no Largo da Catedral Metropolitana ou no calçadão da Felipe Schmidt, geralmente nos sábados pela manhã.

O presidente do Centro Cultural Escrava Anastácia, o Padre Vilson Groh, convida para o 1º Batizado de Capoeira, organizado pelo educador Biano, no domingo dia 13, no Mont Serrat – Caixa D`água. A partir das 14h. Terá roda aberta de Capoeira, apresentação de Maculelê, de samba de roda, de Puxada de rede e o batismo de Capoeira.

Estarão presentes os mestres Pinóquio, Pop e Calunga com diversos grupos de capoeira da grande Florianópolis.

Colaboração da jornalista Fábia Hafermann

Educador: Biano
Contatos: 48 9901.3095 ou 9933.113
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Floripa Cultura, lançamento




















O lançamento oficial do Floripa Cultura e a defesa do blog como TCC será nesta quinta, na Fundação Badesc.

Estamos preparando com carinho a apresentação desse espaço jornalístico, que mostra o universo cultural de Florianópolis.

Estarão presentes na banca avaliadora os jornalistas e orientadores Paulo Scarduelli e Rogério Mosimann e os jornalistas convidados Marcos Epíndola e Lígia Gastaldi.
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Cinema fixa suas bases em Florianópolis

O longa de uma hora e trinta minutos está há mais de um ano parado para a captação dos 180 mil reais que faltam para finalizar o filme. Vai fechar com o gasto presumido inicialmente, que é o total de um milhão e 500 mil reais, verba batalhada a partir da aprovação pela lei do áudio visual, que reverte o investimento das empresas patrocinadoras em 100% de desconto no imposto de renda.

O filme A Antropóloga teve 90% das filmagens feitas na Costa da Lagoa e 10% na Ufsc. Em entrevista ao Floripa Cultura Zeca Pires conta que pretende lançar o filme no primeiro semestre de 2010. O demo das filmagens você pode conferir aqui.




“Acho que o cinema nasceu comigo”, explica Zeca que desde pequeno era fã da arte. Acabou se formando em jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina. Lá, junto com os professores José Gatti e Mauro Pomper, teóricos de referência no jornalismo da Ufsc, introduziram o cinema nas disciplinas de Tópicos Especiais e criaram a Cinemateca Catarinense.

O curso de jornalismo passou por um período de efervescência na pesquisa do cinema e com isso a Ufsc tornou-se referência, apesar de não haver um vínculo oficial com a entidade. A Cinemateca que foi fundada como uma entidade de pesquisa acabou funcionando como uma entidade representativa dos realizadores do áudio visual, cobrando política pra isso e participando das decisões e encontros nacionais. Foi o primeiro impulso, “a partir dali o cinema tornou-se uma atividade irreversível”, afirma Zeca.


Reconhece uma veia documentarista nas produções, ao transcender o roteiro quando vê alguma coisa boa, inusitada. “Não é o modelo americano, mas no modelo que seguimos acho que temos o direito a mudanças. O documentário tem muito disso, da procura”, explica ao falar de seu vasto currículo, o qual designa como uma pequena obra.


Segundo o cineasta, tem uma geração muito boa surgindo em Santa Catarina e para quem quer entrar para valer no cinema ele recomenda persistência , paciência, talento e ousadia.


Artista: Zeca pires
Arte: Cinema
Contato: zecafilme@hotmail.com
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sábado, 5 de dezembro de 2009

Homenagem ao Floripa Cultura

O artista Valdir Agostinho falou com o Floripa Cultura e montado em sua bernunça reciclada transformou em poesia o trabalho realizado no portal.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Fazendo a diferença pelo teatro

Este post faz parte da série Cultura e Cidadania.
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Violinos do maestro Carlos Vieira



















Natanael Machado coordena o projeto Sonho de Criança que é realizado na escola Mâncio Costa, em Ratones. Dentre os benefícios que a oficina tem oferecido, Natanael destaca a importância do teatro comunitário como instrumento de socialização e de mudança na comunidade, pois os temas trabalhados giram em torno de problemáticas da vida das crianças.

Apesar da falta de recursos financeiros o grupo organiza a montagem dos roteiros, do cenário e do figurino. No final do ano montam o espetáculo com as soluções ou problemas da comunidade que as crianças propõem e se transformam em histórias, como "O quintal esquecido". “Teatro pra eles é uma brincadeira. O que busco fazer por meio das peças, é trazer a comunidade para assistir a própria comunidade, pois os assuntos tratados nas peças são do cotidiano deles”, conta o ator. Segundo ele, no dia de apresentação é a oportunidade que eles têm pra se reunir, confraternizar e vivenciar outras experiências.

Quando tinha dez anos iniciou um grupo de teatro, meio familiar, fazia circo atrás de casa. Segundo ele foi em 1991, já com onze anos, que o teatro aconteceu, por meio de um projeto da UDESC chamado Teatro na Comunidade.

Em 2000 a responsável pelo projeto, Márcia Pompeu, foi fazer doutorado na Inglaterra e para que não acabassem as atividades incentivou Natanel e Rafael, outro morador da comunidade, a darem continuidade ao Teatro na Comunidade. Desde 2005 contam com o apoio da Franklin Cascaes, através do projeto arte-educação.

Mais de 250 pessoas já passaram pelas oficinas, que hoje tem 17 alunos. Natanael cuida sozinho da organização e divulgação do teatro na comunidade, que recebe crianças de 9 à 14 anos.


 
Artista: Natanael Machado
Arte: Teatro
Contatos: 48 3266.8261 ou 84140714





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